Os protestos no Brasil, ou Sobre como a passagem de ônibus revelou contradições

Otávio Luiz Vieira Pinto

Abstract


Tudo começou com 0,20 centavos. A passagem de ônibus em São Paulo – a maior cidade do país –, cara para a péssima qualidade do transporte, sofreu um aumento de vinte centavos, o que engatilhou protestos levados a cabo pelo grupo Movimento Passe Livre, ou MPL. O MPL, tradicionalmente entrelaçado com a Esquerda, mobilizou um grupo de pessoas para demonstrar a insatisfação com o preço da passagem e, nas ruas, eles foram recebidos com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e injustificável violência na ponta dos cassetetes e dos punhos da polícia militar e antiprotesto. A agressão desproporcional foi contestada por mais e mais pessoas, e os protestos começaram a ficar maiores e maiores. Logo, eles se espalharam por todo o país e além. Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas, todos os dias, gritando palavras de ordem, enquanto outras milhares de pessoas se reuniam nas principais cidades da Europa, Canadá e Estados Unidos para mostrar solidariedade aos manifestantes e denunciar a truculência policial.


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